Cuidado em saúde mental para a mulher que planeja engravidar, está grávida ou acabou de ter o bebê.
Dra. Lorrane Morais · Médica Psiquiatra · CRM-DF 25961 · RQE 21009
Presencial no Sudoeste (Brasília) e online para todo o Brasil
O período perinatal vai do planejamento da gravidez até o primeiro ano depois do parto. É uma fase de muitas mudanças no corpo, no sono, nos hormônios e na rotina, e também uma fase em que a mente pode adoecer.
Como psiquiatra com atuação em saúde mental perinatal, eu avalio e trato o sofrimento emocional dessa fase considerando duas pessoas ao mesmo tempo: você e o seu bebê. Cada decisão, inclusive sobre remédios, leva em conta a gestação ou a amamentação.
Algum grau de preocupação e cansaço é esperado. Vale buscar avaliação quando:
Ficar muito nervosa na gestação é comum, mas tem limite. Leia: É normal estar muito nervosa na gravidez?
Importante: se houver pensamentos de se machucar ou de machucar o bebê, confusão mental ou ideias que não fazem sentido para quem está por perto, procure um pronto-socorro imediatamente ou ligue para o CVV (188) ou o SAMU (192).
No consultório e no atendimento online, acompanho mulheres em quadros como:
Entenda os principais quadros: Trilogia dos distúrbios da psiquiatria perinatal · Maternidade atípica: guia para a mãe neurodivergente
Essa é a dúvida que mais escuto. A resposta nunca é automática: nem sempre é preciso parar a medicação, e nem todo remédio é adequado para essa fase.
A decisão é tomada em conjunto, pesando o risco de manter o tratamento e o risco de deixar a doença sem cuidado, que também afeta a gestação e o bebê. Quando a gravidez ainda está sendo planejada, dá para preparar esse caminho com mais calma.
Leia: Mulher grávida pode tomar remédio psiquiátrico? · Quero engravidar. Preciso parar minhas medicações?
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A psiquiatra é médica: faz o diagnóstico e, quando necessário, prescreve e ajusta medicação com segurança para a gestação e a amamentação. A psicóloga conduz a psicoterapia. Muitas vezes os dois cuidados caminham juntos.
Em muitos casos, sim. A escolha do remédio e da dose considera a fase da gestação, o histórico e a gravidade do quadro, sempre comparando com o risco de não tratar. Essa decisão é individual e precisa de avaliação médica.
Não necessariamente. Suspender por conta própria pode trazer recaída. O ideal é planejar a gravidez com a psiquiatra para manter, trocar ou ajustar o tratamento com segurança.
O baby blues costuma aparecer nos primeiros dias e melhorar sozinho em até duas semanas. Quando a tristeza, a ansiedade ou a falta de energia continuam ou pioram, pode ser depressão pós-parto, que tem tratamento.
Sim. Atendo presencialmente no Sudoeste, em Brasília, e online para gestantes e mães de todo o Brasil.
Sou médica formada pela Universidade Federal de Goiás, com residência médica em Psiquiatria pela FEPECS (SES-DF), em Brasília, e pós-graduação em Análise Comportamental Clínica pelo IBAC.
Na psiquiatria, priorizo o vínculo: ouvir, validar e deixar a paciente à vontade para mostrar o que a aflige, sem medo de julgamento. Na maternidade, isso importa ainda mais, porque muitas mulheres sentem culpa por não estarem bem num momento que “deveria ser feliz”.
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